Não, na maioria dos casos o tratamento de canal em si não dói — a fama de procedimento doloroso vem de décadas atrás, quando a anestesia e as técnicas disponíveis eram bem mais limitadas do que são hoje.

De onde vem essa fama

O tratamento de canal carrega uma reputação antiga, de uma época em que a instrumentação era só manual e as opções de anestesia eram mais restritas. A combinação de instrumentação mecanizada com anestésicos modernos mudou bastante esse cenário, mas a fama de “o tratamento mais temido do dentista” ainda persiste no imaginário popular, mesmo desatualizada.

O que a pesquisa mostra sobre a anestesia

Um estudo de rede de pesquisa odontológica avaliou centenas de pacientes em tratamento de canal de sessão única e mediu o quanto a anestesia funcionou, usando diferentes critérios de sucesso. Dependendo do critério usado, entre 5% e 30% dos casos precisaram de reforço na anestesia durante o procedimento — o que não significa dor insuportável, mas sim ajuste de dose, algo relativamente comum e resolvido na hora¹. O que isso quer dizer: a anestesia funciona bem na grande maioria dos atendimentos, e quando não funciona de primeira, existe um ajuste simples pra resolver — não é motivo pra interromper o tratamento.

Tecnologia e experiência a serviço do seu canal

O tratamento usa instrumentação mecanizada, que prepara o canal de forma mais rápida e padronizada que o método manual tradicional, reduzindo o número de visitas na maioria dos casos. Isso combinado à experiência do Dr. Igor Leonan (CRO-RJ 43585), com foco declarado em Endodontia desde 2015.

Por que às vezes a anestesia parece “não pegar direito”

Casos com inflamação mais intensa da polpa (a pulpite irreversível) tornam o tecido mais ácido, o que pode reduzir um pouco o efeito do anestésico na região. Isso é conhecido pela odontologia e tem soluções práticas, como reforçar a dose ou trocar a técnica de aplicação — não é um problema sem solução, é só um ajuste a mais dentro do mesmo atendimento.

E depois do procedimento?

Um desconforto leve nas primeiras 24 horas é esperado e tende a cair bastante já na primeira semana. Isso também é diferente do mito de “dor que não passa depois do canal”: na prática, o padrão é melhora rápida e progressiva. Se o medo da dor é o que está adiando sua avaliação, entenda quando o canal pode ser indicado antes de continuar esperando.